quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Associação CORAJEM realiza EAPJ – Escola de Agentes Populares da Juventude 2013

A Escola de Agentes Populares da Juventude – EAPJ, organizada pela Associação CORAJEM, já aconteceu em 2009 e 2010 e contou com a participação de aproximadamente 100 jovens, e chega em 2013 na sua 3ª edição.

A EAPJ é um espaço de reflexão, integração, troca de experiências sobre a realidade e vivências da juventude. Tem como objetivo estimular a participação social, organização de adolescentes e jovens e fortalecer a Associação CORAJEM para o desenvolvimentos de novos projetos e ações.
Os principais temas das etapas da EAPJ deste ano, foram: integração, comunicação e organização popular, que foram trabalhados através de dinâmicas, vídeos, rodas de conversa e troca de experiências e trabalho em grupo.

Neste ano, todas as etapas aconteceram no Conselho da Comunidade em Irati e contou com a participação muito ativa de 30 jovens e lideranças de várias comunidades de Irati, também contamos com a participação de lideranças dos municípios de Fernandes Pinheiro e Rebouças.

Várias idéias surgiram a partir destes encontros mas, a principal é que os/as próprios/as participantes sugeriram dar continuidade aos encontros em 2014 para aprofundarmos alguns temas e também trazer novos/as participantes. O primeiro encontro em 2014 será em fevereiro, em breve estaremos repassando mais informações.

No dia 07 de dezembro foi a última etapa da EAPJ neste ano e à noite realizamos uma confraternização com a presença dos participantes da EAPJ e demais componentes e apoiadores da Associação CORAJEM.

A confraternização que contou com a participação de 40 pessoas foi aberta pela presidente da CORAJEM: Claudete e o jovem da EAPJ: Kléber, fizemos uma apresentação da história da Associação CORAJEM e de todas as atividades e projetos realizados e apoiados em 2013, e em seguida teve um momento de depoimentos e relatos de pessoas que estão inseridas nestas atividades, que foram:

Silvana – professora do curso de agroecologia do IFPR (campus Irati);
Ricardo – representando os/as participantes da EAPJ 2013;
Vicência e Soeli – integrantes do Grupo de Mulheres e Padaria Comunitária do bairro Pedreira;
Marici – representando a REDP (Rede de Educação Popular do Paraná) e Recid;
Rodrigo – representando o FMESI (Fórum Municipal de Economia Solidária de Irati);

            E após um vídeo da música “Sal da Terra”, encerramos com um delicioso e animado jantar.
            Queremos aproveitar a oportunidade e agradecer a todas as pessoas, parcerias e apoiadores que de alguma forma, direta ou indiretamente participaram e contribuíram com o fortalecimento da Associação CORAJEM, e continuamos contando com todos/as na construção desta “vida nova”, conforme a música: “... Vamos precisar de todo mundo, pra banir do mundo a opressão. Para construir a vida nova, vamos precisar de muito amor. A felicidade mora ao lado, e quem não é tolo pode ver... (O Sal da Terra – Beto Guedes)”.

Mais fotos no facebook da Associação CORAJEM, confira lá!!









Reforma política: CUT e movimentos sociais criam comitês para campanha do plebiscito

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

CNBB e Cáritas lançam campanha mundial contra a fome e a pobreza

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Uma onda de oração que ocorrerá em várias partes do planeta dará início a campanha que debaterá realidade da pobreza no Brasil no mundo; mensagem exclusiva do Papa Francisco em apoio à mobilização mundial será divulgada durante o lançamento
No próximo dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira lançarão uma campanha mundial contra a fome, a pobreza e as desigualdades. Com o tema “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”, o lançamento ocorrerá na sede da CNBB, a partir das 14h, em Brasília (DF).
A campanha faz parte de uma mobilização mundial da Caritas Internationalis que articulou as164 organizações membro para esse grande movimento em favor da vida, dos direitos humanos e da justiça social. Uma grande onda de oração que terá início em na ilha de Samoa, na Polinésia, e se espalhará por todo o mundo envolvendo todas as organizações Cáritas e muitas outras pessoas de todos os continentes. Veja o mapa da onda de oração CLQUE AQUI
Cáritas e a CNBB pretendem com a campanha, que vai até 2015, sensibilizar e mobilizar a sociedade sobre a realidade da fome, da miséria e das desigualdades no mundo e no Brasil. A alimentação adequada e de qualidade é um direito humano e por isso deve ser garantido a todos os cidadãos e cidadãs de forma igualitária.
O Papa Francisco gravou um vídeo com uma mensagem de cinco minutos em apoio à campanha. As palavras do Santo Padre serão divulgadas no dia do lançamento. 
“Não se pode tolerar mais o fato de se lançar comida no lixo, quando há pessoas que passam fome. Isto é desigualdade social”, disse o Papa em sua primeira Exortação Apostólica.
Participam do lançamento dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Flávio Giovenale, presidente da Cáritas Brasileira, Maria Cristina dos Anjos, diretora executiva nacional da Cáritas Brasileira, e Cacielen Nobre, da Presbiteriana Unida e membro da Comissão Teológica do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic). Irio Luiz Conti, que fala sobre segurança alimentar e nutricional, é doutorando em Desenvolvimento Rural na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestre em sociologia, teólogo, filósofo, e membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). 
Após o ato de lançamento, o evento será aberto para entrevistas.

A concentração de renda no mundo

Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), hoje, 842 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo, ou seja, um em cada oito seres humanos.
De acordo com o Relatório da Riqueza Global, lançado este ano pelo banco suíço Credit Suisse, se a riqueza produzida no mundo em 2013, que foi de UU$ 241 trilhões, fosse distribuída em partes iguais entre as pessoas adultas do planeta, cada um iria receber UU$ 56.600,00. O relatório ainda aponta que os 10% mais ricos controlam 86% da riqueza global, enquanto apenas 32 milhões de adultos em um mundo com sete bilhões de habitantes (0,7), possuem 41% da riqueza mundial. Além disso, dois terços dos adultos da humanidade – 3,2 bilhões – só conseguem dividir 3% da riqueza mundial.

A pobreza e as desigualdades no Brasil

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é a sexta economia mais rica do mundo, mas 57 milhões de pessoas ainda vivem em estado de pobreza, ou seja, sobrevivem com meio salário mínimo. Mesmo com programas de distribuição de renda promovidos pelo Governo Federal, 20% dos mais ricos ainda detém 63,8% da renda nacional, enquanto os 20% mais pobres acessam apenas 2,5% de toda a riqueza que é produzida pelo país.
O “Atlas de Exclusão Social: os ricos no Brasil”, mostra que o país tem mais de 51 milhões de famílias, mas somente cinco mil apropriam-se de 45% de toda a riqueza e renda nacional.
Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE), em 2012, em termos absolutos, o estado da Bahia apresentou maior contingente de pessoas na extrema pobreza, 1.126.897 pessoas, seguido dos estados do Maranhão (924.515), Ceará (718.066), São Paulo (666.452) e Pernambuco (609.160). Já em termos proporcionais, Maranhão, Alagoas, Ceará, Bahia e Pernambuco são os que apresentam as maiores taxas. Consideram-se extremamente pobres àquelas com renda domiciliar per capta inferior a R$ 70.
por Thays Puzzi, assessora de Comunicação da Cáritas Brasileira | Secretariado Nacional

Veja mais informações clicando aqui!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Nelsom Mandela foi e sempre será um símbolo de como unir o povo numa grande rede de solidariedade

 Nelson Mandela morre aos 95 anos
Do UOL, em São Paulo.


O líder sul-africano Nelson Mandela, 95, morreu nesta quinta (5) em sua residência, em Johannesburgo, para onde havia sido levado no dia 1º de setembro após passar quase três meses internado para tratamento de uma infecção pulmonar. O funeral deve durar entre dez e 12 dias, de acordo com agências internacionais.
Mandela foi o maior símbolo de combate ao regime de segregação racial conhecido como apartheid, que foi oficializado em 1948 na África do Sul e negava aos negros (maioria da população), mestiços e asiáticos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos.O ex-presidente vivia em Johannesburgo com a mulher Graça Machel, viúva de Samora Machel (1933-1986), ex-presidente moçambicano.
A luta contra a discriminação no país o levou a ficar 27 anos preso, acusado de traição, sabotagem e conspiração contra o governo em 1963. Condenado à prisão perpétua, Mandela foi libertado em 11 de fevereiro de 1990, aos 72 anos. Durante sua saída, o líder foi ovacionado por uma multidão que o aguardava do lado de fora do presídio.
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Trajetória de Nelson Mandela65 fotos

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1961 - Com 42 anos, Mandela caminha pelas ruas de Johannesburgo, na África do SulAP
Em 1993, Nelson Mandela recebeu o prêmio Nobel da Paz por sua luta contra o regime do apartheid. Na ocasião, ele dividiu o prêmio com Frederik de Klerk, ex-presidente da África do Sul que iniciou o término do regime segregacionista e o libertou da prisão.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

REDP comemora 10 anos e lança novo folder

Nestes 10 anos de caminhada, a REDP cria este folder como meio de divulgação para apresentar como funciona esta organização, quem faz parte e qual objetivo e planejamento de desenvolvimento de seu trabalho. Além deste folder, outros materiais serão elaborados para maior conhecimento da população sobre as ações que a REDP promove.





quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O TREM DA JUVENTUDE

            Precisará de um combustível. Vamos usar carvão vegetal? Diesel? Álcool? Gasolina? Não! Nosso combustível deve ser ecológico e renovável. Gerar vida e não morte;
            Precisará de um trilho. Qual será abitola, a medida desse trilho? Será a medida de nossos sonhos! Não podemos nos deixar guiar nem instrumentalizar, seja qual for à justificativa;
            Precisará de maquinistas. Que sejam amorosos, que saibam com clareza qual é o sentido de nosso trem. De nossos sonhos, de nossa luta. Para tanto, precisa de uma metodologia libertadora, humanizadora, de formação e mobilização. De uma teologia da libertação, que ensine a amar e não a ter medo;
            Precisará de estações. Onde uns descerão e outros subirão. Livremente! São paradas para abastecer, para descansar, para refletir. São a confirmação do direito universal de ir e vir, negado a tantas pessoas, sobretudo jovens do meio popular;
            Precisará de manutenção. De revisão, de reforço didático e metodológico. De conteúdos que sejam construídos por todos os passageiros. De sustentabilidade, que, mais que recursos, contenha comunicação e dialogicidade. De educação para a liberdade;
            Precisará de um ritmo. Que atenda e respeite os mais variados ritmos e tempos de seus diversos passageiros. Que saiba o tempo de correr e o tempo de parar. O tempo de dobrar os joelhos e fechar os olhos e o tempo de arregaçar as mangas e lutar. O tempo de ouvir e o tempo de falar;
            Precisará de sinais. Quais serão os sinais que nos orientarão no percurso? Apontando os perigos, os desafios, as conquistas e avanços? Para não ficarmos excessivamente otimistas e perdermos o senso crítico, mas também não nos perdermos nas críticas vazias e genéricas. Ambas têm o poder de afastar pessoas.
            Precisará de janelas. Que possibilitem a entrada de ar fresco e refrescante. A brisa e o cheiro de nossas matas, rios e terras. O perfume de nossas flores, a beleza de nosso céu. Janelas que nos permitam namorar a vida. Aprender e ensinar com outras pessoas. Com outras pastorais. Com outros movimentos. Com outros passageiros de outros trens, que deslizam sobre outros trilhos, mas que buscam a mesma estação final. A sociedade justa e solidária;
            Precisará de eixos. Bem dimensionados, que suportem o peso de nossas utopias. De nossas ousadias e indignações. Eixos temáticos que abriguem e articulem nossos conteúdos, nossos princípios e nossa diversidade étnico/cultural. Que carreguem bem juntinhas, a fé e a vida;
            Precisará de buzina. Para buzinar forte. Apitar alto a todos os ouvidos, quando algo ou alguém, ameaçar a vida, nosso bem maior. Quando a vida humana for desumanizada. Quando as pessoas, a terra, os rios e as fontes forem mercadorizadas. Mas também para celebrarmos, aos quatro ventos, nossas alegrias. Cantar nossos louvores;
            Precisará de pontes. Que sejam firmes e fortes. Na fé e na ideologia. Que nos liguem aos abismos sociais. Que acabem com os isolamentos e com as ilhas sociais. Que nos levem da indiferença e do comodismo ao engajamento. À solidariedade e à indignação. Que nos traga sempre nova, a esperança. Fresca, viçosa e autônoma como a brisa de cada manhã.
            Precisará de faróis. Que iluminem nossos trilhos e destinos. Qual a lua clara sobre o mar, desvelem as realidades obscuras que naturalizam injustiças e opressões. Que iluminem os porões do autoritarismo, do moralismo e dos medos e aponte para o Reino de Deus pregado pelo jovem Nazareno. Que seja uma espiritualidade capaz de humanizar a vida e as relações. Que comunique o mistério e nos leve ao encontro com o sagrado. Que nos ajude e ensine a pensar e não nos transmita apenas pensamentos prontos. Que clareie o jeito de ser igreja povo de Deus, igreja libertadora, gestada no Concílio Vaticano II e parida em Medellín e Puebla;   
            Precisará de uma sombra. De uma árvore onde faremos poesia, namoraremos e afetivamente faremos amor. Onde tiraremos as sandálias e descansaremos e de onde retomaremos a caminhada. Onde cantaremos salmos e reabasteceremos nossas forças. Essa árvore só pode ser a da juventude plena que é Deus.  

 João
Santiago

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Educadores e Educadoras da REDP se reúnem para avaliar o Planejamento Trienal - 2013 a 2015

Nestes últimos dois meses (outubro e novembro), a REDP vem se reunindo para avaliar o planejamento trienal - 2013 a 2015 -, especialmente 2013, e os próximos passos em um ajustamento para a continuidade para os próximos anos.


No inicio das reuniões foi feito uma memória sobre o histórico da REDP por meio de um folder onde aparece sistematizado a Linha do Tempo, que conta a história da REDP desde seu inicio.



Em seguida foi avaliado o planejamento e dado outros encaminhamentos de continuidade. A REDP em seu planejamento é constituída por seu eixo central e pelas bandeiras de luta, conforme desenho abaixo:


Assim , a partir do eixo central e das bandeiras de luta, aconteceram neste ano muitas ações nos municípios integrantes da REDP. Estas estão divididas em: Políticas Públicas, Trabalho e Renda, Formação e Comunicação, Articulação e Integração de Projetos e Organicidade.

Em destaque esteve como avanço as Políticas Públicas, com a realização da 1ª PMESI - Plenária Municipal de ECOSOL de Irati e a criação do PLAMESOL - Plano Municipal de Economia Solidária de Irati. Tendo em vista a criação para 2014 do CMESI - Conselho Municipal de ECOSOL de Irati. Também a realização de Seminários Municipais de Políticas Públicas em Rede, nos municípios de Mallet e Fernandes Pinheiro, os quais estão na perspectiva de criarem suas leis municipais de Economia Solidária (em Mallet) e de Agroecologia/Segurança Alimentar (em Fernandes Pinheiro). Além disto, houveram articulações em outros municípios e a previsão para acontecerem em 2014 estes Seminários nos municípios de: Pitanga, Guarapuava, Inácio Martins e Mandirituba.


Também foi destaque a realização da 2ª Feira de Economia Solidária da Região centro sul do Paraná, que aconteceu em Irati, com a participação de mais de 15 empreendimentos e diversas oficinas de capacitação e apresentações culturais. Em 2014, a Feira acontecerá no inicio de abril. 



Na Formação foi destaque a realização da 3ª EAPJ - Escola de Agentes Populares da Juventude em parceria com a Associação CORAJEM, com a participação de jovens de Irati e região. Ainda este ano acontecerá a 2ª etapa no dia 07 de dezembro de 2013. Em 2014, estão previstas mais 3 etapas.



E na Articulação e Integração de Projetos, com a adesão do CEBI - Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos e da IESOL - Incubadora de de Empreendimentos Solidários da UEPG - Universidade Estadual de Ponta Grossa como integrantes da REDP e na elaboração de 03 projetos em conjunto com a GUAY e 01 com a IESOL que serão executados em 2014.

Os/as educadores/as da REDP se encontrarão novamente em janeiro e fevereiro de 2014.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

As pespectivas de trabalho e a economia solidária para a juventude

Por Ligia Scarpa Bensadon (publicado em http://www.agenciajovem.org)

Neste nosso primeiro diálogo vamos conversar um pouco sobre as perspectivas de trabalho e de vida e o que a economia solidária traz neste campo para os jovens. Esperamos que a economia solidária possa ser uma realidade para melhorar a vida dos jovens, na construção da sociedade que queremos: justa, solidária e sustentável!

Aquela conhecida pergunta “o que você vai ser quando crescer” está rodando a sua realidade? Já sabe o que gosta de fazer ou não gosta? Por mais que o futuro possa parecer indefinido é interessante conhecer algumas realidades para ter uma opinião própria e poder desenhar e sonhar com o seu melhor futuro.

Antes de mais nada, é importante ter em mente o que significa trabalho em suas diversas interpretações. Em sua forma mais clássica, o trabalho dos homens e mulheres se diferencia dos outros animais por podermos planejar, refletir e construir na mente a ação antes de colocá-la em prática. O trabalho pode ser entendido como um mero “ganha pão”, algo penoso que se faz em troca de outros objetivos a partir do esforço pessoal, por outro lado, o trabalho também pode ser compreendido como algo que nos estimula, nos faz crescer e que nos torna melhores na nossa condição humana no mundo. Cada perspectiva depende de como o trabalho é realizado, quais as condições, épocas e liberdade que existe ao desempenhar o trabalho. O trabalho é também um direito de todo cidadão e muitas das conquistas sociais que temos hoje é fruto da luta dos trabalhadores e trabalhadoras organizados por melhores condições de vida.
Atualmente é possível situar algumas perspectivas de realizar o trabalho:
Trabalho assalariado, com carteira assinada em que existe uma relação de emprego com um patrão, aonde o empregado realiza seu trabalho seguindo as ordens de seu chefe e em troca disso recebe um salário mensal e tem garantidos seus direitos de trabalhador ou trabalhadora, ou seja, férias, 13o, FGTS e INSS. Neste caso existe a subordinação do empregado com o chefe e é necessário seguir um ritmo de trabalho e atividades que são determinadas por este. Assim, a relação com o trabalho não é livre e autônoma, o produto do trabalho não fica com o trabalhador, mas com o dono da empresa na qual se trabalha, o qual também pode admitir ou demitir trabalhadores de acordo com a situação da empresa ou da economia.
Trabalho autônomo, ou seja, a pessoa trabalha por conta própria organizando seus horários e a gestão do seu trabalho com quem vai prestar um serviço ou produção. Neste caso é possível fazer o registro como autônomo, por exemplo, como microempreendedor individual (MEI), contribuindo para o INSS, o que lhe garante aposentadoria, auxílio-maternidade e doença. Ou mesmo, trabalhar sem o registro de pessoa jurídica, informal, o que é muito comum em nossas cidades. No geral, o trabalhador ou trabalhadora determina seu próprio trabalho.
Trabalho como servidor público, a partir do ingresso em um concurso público, em virtude da publicação de um edital pelo setor público. O trabalho segue um regime de acordo com o cargo assumido, seja federal, estadual ou municipal. Aqui existe a garantia de estabilidade no trabalho e dos direitos trabalhistas. No geral, os melhores cargos ficam para aqueles que tiveram condições e oportunidades de estudo para aprovação em uma prova de ingresso no serviço público.
Trabalho associado, a partir de um coletivo organizado que realiza conjuntamente suas atividades e divisão de responsabilidades. As decisões são feitas no grupo, seja ele formalizado, como cooperativa, associação ou mesmo como uma associação entre vários empreendedores individuais, e também um grupo não formalizado, ou seja, informal. O trabalho associado tem maior autonomia e participação dos seus integrantes, que juntos estabelecem seus objetivos, ações e perspectivas, além de compartilharem os resultados do trabalho, com divisão igualitária dos rendimentos ou dos prejuízos. O grupo pode se organizar nos princípios da economia solidária, ou seja, como um empreendimento de economia solidária, e isso pode compreender também que recolham o INSS dos integrantes e outras garantias sociais com os rendimentos do trabalho.

É nesta última forma de trabalho que a economia solidária traz sua proposta de organização para produção e reprodução da vida. Mais do que a busca de recursos para manutenção da vida de forma digna, a economia solidária traz uma proposta de sociedade com base no trabalho associado.

Ela nasce como contraponto à economia capitalista. No sistema capitalista ocorre a exploração do trabalho e dos recursos naturais para atingir o maior rendimento e lucro possível, tendo como consequência a precarização da vida das pessoas e da natureza, gerando desigualdades sociais. Isso porque ocorre a concentração de riquezas e poder nas mãos de poucos, a chamada classe dominante, sustentada pelo trabalho de muitas pessoas que tem apenas sua mão de obra para oferecer, formando a classe trabalhadora.
Entendemos que a vida se organiza em sociedade e que, portanto, problemas sociais como desemprego, pobreza, fome e violência não são problemas meramente individuais, mas da forma como estamos organizados em sociedade, cujo papel do Estado e dos governos é também fundamental.

As manifestações nas ruas do país a partir de junho deste ano, tendo como principais protagonistas os jovens, trazem esperanças de que nosso futuro pode ser melhor, sinalizam que a nossa sociedade não está acomodada a tantas injustiças e desigualdades. A economia solidária se soma a estas mobilizações e a maior integração da juventude nas práticas solidárias amplia o alcance e a força desta mudança social.

A economia solidária cresce em iniciativas de resistência e criatividade para resgatar valores e práticas sociais que valorizem o trabalho e a satisfação das necessidades humanas, promovendo e preservando o meio ambiente e relações humanas com solidariedade e cooperação. Tais práticas requerem mudanças que partem deste o nível individual, a organização local, nacional e até o nível mundial. É importante ter em mente que muitos passos já foram dados, e a economia solidária é hoje uma realidade para milhões de pessoas que buscam produzir, consumir e viver com maior distribuição de riquezas e direitos. E ainda, na sua organização enquanto um movimento social organizado tanto nacional, quanto internacional.

A autogestão é um dos pilares centrais das práticas solidárias, exercida nas decisões coletivas, no direito à fala e opinião de cada integrante, respeitando e valorizando as diferenças entre as pessoas para exercitar o bem comum. Nestas práticas não existe a divisão entre trabalho intelectual e trabalho braçal, mesmo que hajam conflitos no grupo, o que é normal, a busca é que haja uma negociação em decisões coletivas.
Os empreendimentos de economia solidária são a principal expressão das práticas solidárias e tem como características principais:
• São coletivas (singulares e complexas), tais como associações, cooperativas, empresas autogestionárias, clubes de trocas, redes, grupos produtivos informais e bancos comunitários.
• Seus participantes ou sócias/os são trabalhadoras/es dos meios urbano e/ou rural que exercem coletivamente a gestão das atividades, assim como a alocação dos resultados.
• Podem ter ou não um registro legal, prevalecendo a existência real. A forma jurídica não é o mais fundamental, mas sim a autogestão.
• No caso de associações sem fins lucrativos, estas devem possuir atividade(s) econômica(s) definida(s) em seus objetivos.
• São organizações regulares, que estão em funcionamento, e organizações que estão em processo de implantação, com o grupo de participantes constituído e as atividades econômicas definidas.
• Realizam atividades econômicas que podem ser de produção de bens, prestação de serviços, de crédito (ou seja, de finanças solidárias), de comercialização e de consumo solidário.
• Respeitem os recortes de gênero, raça, etnia, geração, orientação sexual, grupos socais minoritários como comunidades tradicionais e de fundo de pasto, quilombolas, indígenas, ribeirinhos, portadores de necessidades especiais; que abominem toda a forma de violência contra mulheres, crianças, índios, negros:as; e que contemplem a dimensão ética em suas ações e atividades.
• Consideram o direito de trabalhadores/as e não exploram o trabalho infantil, considerando exploração o trabalho forçado e coagido e não a transmissão de saberes tradicionais entre pai, mãe e filhos na agricultura familiar.
• Valorizam o compartilhamento, entre homens e mulheres, do trabalho reprodutivo e do cuidado com as pessoas.
• Ajam corretamente com critérios ambientais nas suas atividades econômicas, buscando a priorização da conservação ambiental e o desenvolvimento humano.

Para ter uma melhor ideia, os empreendimento de economia solidária exercem atividades na cultura, (como grupos de teatro, dança, música) software livre, cooperativas de agricultores familiares, grupos de produção de costura, alimentação, reciclagem, artesanato, serviços especializados, produção de móveis e eletrodomésticos e muitos outros.
Muitos destes se organizam em redes e em articulações que fortalecem e ampliam sua organização e sustentação.
Envolva-se!

Oferecemos a música Latino América – Calle 13, uma linda mensagem para o mundo em que vivemos! acesso em: http://www.youtube.com/watch?v=DkFJE8ZdeG8

Convidamos tod@s @s jovens a vivenciarem as práticas da economia solidária! Seja no consumo responsável, na sua alimentação com saúde, na sua organização comunitária, no seu trabalho. E que esta coluna levante novos horizontes para sua vida!


Mapa da desigualdade em 2013: 0,7% da população detém 41% da riqueza mundial


Cinco anos depois do início da crise econômica mundial, marcada pela quebra do banco norte-americano Lehamn Brothers, os indicadores financeiros seguem apontando para uma concentração da riqueza ao redor do globo. De acordo com o relatório "Credit Suisse 2013 Wealth Report", um dos mapeamentos mais completos sobre o assunto divulgados recentemente, 0,7% da população concentra 41% da riqueza mundial.

Em valor acumulado, a riqueza mundial atingiu em 2013 o recorde de todos os tempos: US$ 241 trilhões. Se este número fosse dividido proporcionalmente pela população mundial, a média da riqueza seria de US$ 51.600 por pessoa. No entanto, não é o que acontece.
A Austrália é o país com a média de riqueza melhor distribuída pela população entre as nações mais ricas do planeta. De acordo com o estudo, os australianos têm média de riqueza nacional de U$219 mil dólares.

Apesar de serem o país mais rico do mundo em termos de PIB (Produto Interno Bruto) e capital produzido, os EUA têm um dos maiores índices de pobreza e desigualdade do mundo. Se dividida, a riqueza dos EUA seria, em média, de mais de US$110 mil dólares. No entanto, é atualmente de apenas US$ 45 mil dólares - menos da metade.

Entre os países com patrimônio médio de US$ 25 mil a US$ 100 mil se destacam emergentes como Chile, Uruguai, Portugal e Turquia. No Oriente, Arábia Saudita, Malásia e Coreia do Sul. A Líbia é o único país do continente africano neste grupo. A África, aliás, continua com o posto de continente com a menor riqueza acumulada.

Mesmo com o crescimento da riqueza mundial, a desigualdade social continua com índices elevados. Os 10% mais ricos do planos detêm atualmente 86% da riqueza mundial. Destes 0,7% tem posse de 41% da riqueza mundial.

Os pesquisadores da Credit Suisse também fizeram uma projeção sobre o crescimento dos milionários ao redor do mundo nos próximos cinco anos. Polônia e Brasil, com 89% e 84% respectivamente, são os países que mais vão multiplar seus milionários até 2013. No mesmo período, os EUA terão um aumento de 41% do número de milionários, o que representa cerca de 18.618 de pessoas com o patrimônio acima de 1 milhão de dólares.

Em meados deste ano, a OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgou um estudo sobre o crescimento da desigualdade social nos países desenvolvidos, como consequência da crise financeira.

A organização diz que o número de pobres cresceu entre 2010 e 2011 em 14 das 26 economias desenvolvidas, incluindo EUA, França, Espanha e Dinamarca. Nos mesmos países, houve forte aumento do desemprego de longa duração e a deterioração das condições de trabalho. Atualmente, o número de desempregados no mundo supera os 200 milhões.

Em contrapartida, entre os países do G20, o lucro das empresas aumentou 3,4% entre 2007 e 2012, enquanto os salários subiram apenas 2,2%.

Segundo informações da imprensa europeia, na Alemanha e em Hong Kong, os salários dos presidentes das grandes empresas chegaram a aumentar 25% de 2007 a 2011, chegando a ser de 150 e 190 vezes maiores que o salário médio dos trabalhadores do país. Nos Estados Unidos, essa proporção é de 508 vezes.
América Latina

Na contramão das grandes potências, a situação econômica e social da América Latina melhorou. Entre 2010 e 2011, 57,1% da população dos países da região estava empregada, um ponto percentual a mais que em 2007, último levantamento antes da crise financeira internacional.

Em alguns países, como Colômbia e Chile, o aumento superou quatro pontos percentuais. Com o aumento do trabalho assalariado, cresceu também a classe média. Na comparação entre 1999 e 2010, a população dentro do grupo social cresceu 15,6% no Brasil e 14,6% no Equador.

No entanto, a OIT destaca que a região ainda enfrenta como desafios a desigualdade social, maior que a média internacional, e o emprego informal. A média da região é de 50%, sendo que em países mais pobres, como Bolívia, Peru e Honduras, supera os 70%.

Em todo o mundo, a organização afirma que há mais de 200 milhões de desempregados. A expectativa é que, ao final de 2015, esse número chegue a 208 milhões.

Comissão aprova o marco legal das organizações da sociedade civil

Da Ascom do senador Rollemberg

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (15), o substitutivo ao Projeto de Lei 649/2011, que estabelece o marco legal das organizações da sociedade civil. De autoria do senador Rollemberg, o substitutivo define novas regras para a contratação dessas organizações pela administração pública. A proposta, agora, será analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, em decisão terminativa. Caso seja aprovado na CCJ, o texto segue para apreciação da Câmara, salvo se nove senadores (um décimo da Casa) apresentarem recurso para levar a proposta para votação em plenário.

"É um projeto denso. Há um interesse do governo em aprovar essa matéria, porque existe uma grande vontade das organizações de ter um marco regulatório”, afirma Rollemberg . A proposta, que conta com 88 artigos, em seis capítulos, resultou de inúmeras rodadas de consultas e debates com um grupo de trabalho criado pela Presidência da República e com representantes de organizações não governamentais, que sugeriram aperfeiçoamentos ao texto original.
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), autor do projeto, contou que a ideia da proposta surgiu da CPI das ONGs, que atuou no Senado entre outubro de 2007 e novembro de 2010, e que o tratamento do tema passou por uma evolução interessante. "Começou com uma ótica punitiva e evoluiu para um resultado final que foi a matriz do projeto que apresentei”.
O parlamentar elogiou o substitutivo apresentado por Rollemberg. "O senador Rollemberg aprimorou muito a iniciativa, com o seu discernimento das questões públicas. Ele ouviu muita gente e apresentou um trabalho que dá muitos passos adiante do projeto que apresentei”, destacou.
Exigências

Segundo o substitutivo, para se candidatar ao chamamento público, as organizações devem dispor de regulamento de compras e contratações, próprio ou de terceiro, que se estabeleça, no mínimo, a observância dos princípios constitucionais que orientam a atividade da administração pública.
"Trata-se de uma inovação importante, a qual atribuímos o condão de dar maior liberdade, mas também o de trazer maior responsabilidade aos entes privados na contratação de bens e serviços necessários à execução do objeto da parceria”, afirma Rollemberg.

O substitutivo também adota dois termos para definir o tipo de parceria a ser celebrada, que têm finalidades distintas: termo de colaboração e termo de fomento. Essa distinção cria oportunidades para que as organizações da sociedade civil apresentem suas propostas a serem fomentadas pelo Estado. E ainda coloca ao Estado a possibilidade de estabelecer objetivos, metas e custos, inclusive padronizados, para serem executadas pelas organizações da sociedade civil, em colaboração com o poder público.

Principais pontos do substitutivo:
•A participação da sociedade civil é ainda mais estimulada pela criação do Procedimento de Iniciativa Popular, instrumento pelo qual as organizações da sociedade civil, movimentos sociais e cidadãos poderão apresentar propostas ao Poder Público para que este avalie a possibilidade de realização de um chamamento público objetivando a celebração de termo de colaboração ou de termo de fomento. Esta também é uma contribuição do Grupo de Trabalho da Presidência da República.
• O substitutivo traz outra inovação, poderão ser pagas com recursos vinculados à parceria as despesas com: - remuneração da equipe dimensionada no plano de trabalho, incluindo os encargos previdenciários e trabalhistas das pessoas envolvidas diretamente na consecução do objeto.
•Outro aspecto importante do texto é a possibilidade excepcional de constituição de suprimento de fundos, quando for inviável efetuar pagamentos de serviços necessários ao adimplemento da parceria pelo sistema bancário, justificados por peculiaridades do objeto da parceria, da região onde se desenvolverão as atividades, dos serviços a serem prestados, entre outras. O somatório dos valores dos suprimentos de fundos constituídos não poderá superar o limite de 10% (dez por cento) do valor total da parceria e deverá ser previamente aprovado pelo órgão, antes da celebração da parceria.
•Fica também previamente concedida a possibilidade de que se remaneje, entre si, os valores definidos para os itens de despesa de custeio ou de investimento, desde que, individualmente, os aumentos ou diminuições, não ultrapassem 25% (vinte e cinco por cento) do valor originalmente previsto para cada item. Essa prerrogativa visa facilitar processos de remanejamento durante a execução financeira dos recursos da parceria.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

EAPJ - Escola de Agentes Populares da Juventude acontece em Irati



Esta é a 3ª turma da EAPJ que acontece, e a expectativa é que em torno de 30 jovens participem. O que se espera é que após a EAPJ, os jovens consigam desenvolver algum tipo de ação em suas comunidades nos aspectos cultural, social e até mesmo econômico, entre outros. A EAPJ está acontecendo a partir da Associação CORAJEM (criadora do curso), CMDCA e prefeitura municipal de Irati.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Reportagem Especial - Jornalismo PUCPR

CEBI reuni integrantes para Assembleia

CEBI-PR: “Entre vocês não será assim”

Sexta-feira, 15 de novembro de 2013 - 22h53min
por Sandra Regina Pereira

“Entre vocês não será assim” (Mt 20,20-23). Foi este o lema que orientou o CEBI-PR em sua 19º Assembleia Estadual. O encontro conta com representantes do CEBI provenientes de Umuarama, Maringá, Foz do Iguaçu, Medianeira, Irati, Ponta Grossa, São José dos Pinhais e Curitiba. Foi um rico momento de congregação e partilha dos trabalhos realizados nas sub-regiões, assim como dificuldades e desafios para os próximos anos.
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O tema proposto a nos iluminar na caminhada foi a “Relação de poder segundo a palavra de Deus”. Assessorado pela Ir. Zenilda Petry, o grupo foi levado a questionar-se: o CEBI está mesmo se colocando a serviço do Reino? A partir de quais modelos devemos tratar as relações de poder?


A figura de Jesus é o nosso exemplo quando lemos o texto de Mateus 20,20-23, no qual a mãe dos filhos de Zebedeu pede a Jesus para que seus dois filhos se assentem um a direita e outro a esquerda do Mestre. Contrariando a ideia do poder estabelecido por uma sociedade que gerava a morte, Jesus responde: “Entre vós não deve ser assim. Ao contrário, aquele que quiser ser o primeiro dentre vós, seja o vosso servo”.

Além de avaliar a caminhada de 2013 e planejar os próximos anos, a Assembleia aclamou a nova coordenação do CEBI-PR: Padre Jaime (ICAR), de Curitiba; Pastor Acir (IPB), de Ponta Grossa; Wânia Scapetto (ICAR), Umuarama. Como suplentes, foram apontados/as: Maria Nair Rickli (IPB), Ponta Grossa; Sandra Regina (ICAR), Maringá; Padre Albino (ICAR), Curitiba) e Jair Alves (ICAR), Curitiba.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

BRASIL - CONVOCATÓRIA DE PROPOSTAS - PROGRAMA ATORES NÃO ESTATAIS E AUTORIDADES LOCAIS EM DESENVOLVIMENTO

Publicação local de um convite à apresentação de propostas

Atores Não Estatais e Autoridades Locais em Desenvolvimento
EuropeAid/134-987/L/ACT/BR

A Delegação da União Europeia no Brasil lança um convite restrito à apresentação de propostas para apoiar ações em favor da integração social e econômica e da coesão social das populações em situação de vulnerabilidade social nas seguintes prioridades:

1. Contribuir para a melhoria do acesso e a qualidade dos serviços sociais básicos (educação, saúde, trabalho, protecção social, moradia, água, saneamento, mobilidade e acessibilidade urbana, etc..) das populações em situação de vulnerabilidade.

2. Contribuir para a melhoria das qualificações profissionais e da capacidade de geração de renda das populações em situação de vulnerabilidade.

3. Contribuir para a prevenção do uso de drogas e reabilitação de dependentes químicos em situação de vulnerabilidade.

4. Contribuir para a melhoria das condições de vida das mulheres em situação de pobreza.
Este edital beneficia-se de um financiamento no âmbito do programa “Atores não Estatais e

Autoridades Locais em Desenvolvimento”.
A data-limite para a apresentação do documento de síntese foi fixada em 01 de novembro de 2013 às 17h00 (hora local de Brasília, D.F.).

Está prevista uma Sessão de Informação no dia 23 de setembro de 2013 das 09h00 às 12h00 no Hotel Mercure Eixo Monumental - SHN Quadra 5, Bloco G - Asa Norte – Brasília/DF. A Delegação promoverá igualmente cinco cursos de Elaboração de Propostas de Projetos, tanto para a sociedade civil quanto para as autoridades governamentais locais, que será facilitado por um consultor externo, das 08h00 às 18h00 nas seguintes datas e cidades:

Brasília/DF – 24/09/2013 - Hotel Mercure Eixo Monumental 
Belém/PA - 25/09/2013 - Hotel Hilton 
Fortaleza/CE - 26/09/2013 - Hotel Blue Tree Premium 
Porto Alegre/RS - 01/10/2013 - Hotel Blue Tree Towers Millenium 
São Paulo/SP - 02/10/2013 - Hotel Paulista Wall Street

O texto completo do edital poderá ser consultado no site da Delegação da União Europeia no Brasil: http://eeas.europa.eu/delegations/brazil/index_pt.htm

As inscrições para a Sessão de Informação e para os cursos sobre a Elaboração de Propostas de Projetos deverão ser feitas através do seguinte link:
https://docs.google.com/forms/d/1CqepxzH_AdwIsUcBWsQYQlkPLN7yBERtIAMJBdlkg10/viewform 

Em caso de dúvidas relativas às inscrições, favor entrar em contato diretamente com a empresa CRIATIVA EVENTOS através do telefone (61) 3233-8526 ou e-mail: criativa@criativaeventos.net

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Primeiro Encontro da Rede de Segurança Alimentar (PAA).

Este encontro aconteceu no ultimo sábado dia 5 de outubro, no salão da Igreja São José das Famílias no bairro Parigo de Souza.

O mesmo começou 8:30 horas até 16:00 horas com café e almoço no local.
Estiveram presentes mais de 200 pessoas de mais de 40 entidades e grupos da grande Curitiba e Cooperativas dos assentamentos da Reforma Agraria e Agricultura familiar, além de muitos pastores (as), religiosas, a vice-prefeita Miriam, enfim pessoas do campo e da cidade construindo a Soberania Alimentar como Poder Popular.
O objetivo era nos conhecer como grupos, entidades, cooperativas, trocar experiência campo cidade, somar forças, apresentar o que cada grupo esta fazendo em suas bases. Um passo a mais na construção de um mundo diferente, justo, solidária e com soberania alimentar entre os povos.

Antônio pelo CEFURIA
           







segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Senaes lança boletim sobre o mapeamento nacional de economia solidária 2010 - 2012

 Segue um link  com a nova base de dados.. 




SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES DE ECONOMIA SOLIDÁRIA –SIES
A Secretaria Nacional de Economia Solidária – SENAES/ MTE está disponibilizando, conforme deliberações da Comissão Gestora Nacional – CGN a base de dados atualizada do Sistema de Informações de Economia Solidária - SIES.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Carta Aberta de repudio sobre o PPA é apresentada ao governo e sociedade

Carta Aberta ao Governo e à Sociedade Brasileira sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 



O Brasil tem realizado, nos últimos anos, avanços significativos na promoção da segurança
alimentar e nutricional (SAN) e na realização do direito humano à alimentação, com a superação
da situação de pobreza e miséria de milhões de famílias e o fortalecimento da agricultura familiar.

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) tem sido fundamental para a concretização
destes avanços. O programa, que envolve vários ministérios, visa garantir a oferta de alimentos da
agricultura familiar para grupos sociais em situação de insegurança alimentar, fortalecendo a
agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais, e garantindo o acesso a alimentos de
qualidade para as pessoas mais pobres.

Graças ao seu sucesso no Brasil, comprovado por muitos estudos independentes e por
muitos documentos de organizações beneficiárias, o PAA é reconhecido internacionalmente, e é
referência para diversos programas similares em outros países, da América Latina e da África.
Atualmente o programa adquire alimentos de mais de 185 mil agricultores familiares,
beneficiando 19.681 entidades recebedoras dos alimentos, com a distribuição de 529 mil
toneladas de alimentos por ano. O PAA já beneficiou, ao longo dos seus 10 anos, 2.352 municípios em todos os estados do Brasil. A Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), através da
Diretoria de Política Agrícola e Informações, dirigida por Silvio Porto, tem cumprido papel
determinante na efetivação do programa.

Recentemente a Polícia Federal deflagrou a operação denominada de “agrofantasma”, que
investiga supostas irregularidades e desvios de recursos no programa. Tal operação chamou a
atenção pelo aparato policial utilizado e pela repercussão desproporcional do fato nos meios de
comunicação. Tal operação resultou na detenção de 10 agricultores e do funcionário da Conab no
Paraná, Valmor Bordin, bem como no indiciamento policial do Diretor de Política Agrícola e
Informações da Conab, Silvio Porto.

Os movimentos sociais e organizações da sociedade civil aqui representados repudiam os
procedimentos utilizados, bem como a forma distorcida e pouco clara que as informações sobre a
operação foram divulgadas por grande parte dos meios de comunicação. Vale destacar que mesmo
o processo correndo em sigilo, alguns meios de comunicação contavam com informações
privilegiadas no dia da realização da operação policial. Os procedimentos da operação policial e
sua divulgação contribuem para criminalizar as organizações da agricultura familiar e deslocam a
atenção da sociedade da necessária apuração de irregularidades na execução do programa para
um tratamento meramente policial de um programa fundamental para a realização do direito
humano à alimentação. É importante salientar que estes mesmos canais de comunicação divulgam
muito pouco ou quase nada os resultados positivos do programa em todas as regiões do Brasil.

 O PAA é implementado há 10 anos, ao longo dos quais foram criados e aprimorados
mecanismos de gestão e controle social do programa. Sua execução é acompanhada por centenas
de conselhos municipais e estaduais de segurança alimentar e nutricional, assistência social e
desenvolvimento rural. A busca pela transparência e pela responsabilidade no trato do recurso
público tem sido permanente nos espaços de gestão e acompanhamento do programa, seja no seu
Grupo Gestor, Comitê Consultivo, ou no Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional
(Consea). Este aprimoramento tem se orientado pela transparência e pela busca da adequação de
seus procedimentos à realidade da agricultura familiar e povos e comunidades tradicionais,
segmentos da população que, embora responsáveis pela maior parte dos alimentos consumidos
pela população brasileira, foram historicamente excluídos das políticas agrícolas.

Defendemos a apuração de toda e qualquer irregularidade, da mesma forma que defendemos o amplo direito à defesa das pessoas que se encontram detidas e indiciadas.
Manifestamos nosso repúdio à forma como a ação policial foi realizada, efetivando detenções de agricultores e funcionários da Conab que vinham colaborando com as investigações.

Os movimentos sociais e as organizações aqui representadas reafirmam a relevância do
Programa de Aquisição de Alimentos e exigem sua continuidade e ampliação, nos marcos que vem
sendo discutidos em suas instâncias de gestão e controle social. Reafirmamos a importância da
Conab como órgão executor do PAA e o nosso reconhecimento e plena confiança no seu Diretor de Política Agrícola e Informações, Silvio Porto, gestor público reconhecido pela sua ética e retidão no exercício da função pública e dotado de uma história de vida pública na área do abastecimento e
segurança alimentar e nutricional que lhe confere idoneidade e capacidade técnica e gerencial
para a implementação e gestão do PAA. Repudiamos as tentativas de “linchamento” político dos
gestores públicos da Conab e de lideranças de organizações beneficiárias.

Assinam:
AARJ – Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro

ABRA – Associação Brasileira de Reforma Agrária

ACTIONAID Brasil

ANA – Articulação Nacional de Agroecologia

ANA - Amazônia

ANC - Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região

AOPA – Associação para o Desenvolvimento da Agroecologia

APTA - Associação de Programas em Tecnologias Alternativas

ASA - Articulação Semiárido Brasileiro

AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia

ASSOCIAÇÃO AGROECOLÓGICA TIJUPÁ

CÁRITAS Brasileira

CAA – Centro de Agricultura Alternativa do Norte de MG

CENTRO ECOLÓGICO

CONAQ - Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas
(Conaq)

CONTAG - Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadores na Agricultura

CNS - Conselho Nacional das Populações Extrativistas

CPT – Comissão Pastoral da Terra

ECONATIVA - Cooperativa Regional de Produtores Ecologistas do Litoral Norte

do RS e Sul de SC

FASE – Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional

FBSSAN - Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional

FEAB – Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil

FESANS-RS – Fórum Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Rio Grande do
Sul

FETRAF – Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar

Fórum de Segurança Alimentar e Nutricional do Paraná

FOSAN-ES – Fórum de Segurança Alimentar e Nutricional do Espírito Santo

GESAN - Grupo de Estudos em Segurança Alimentar e Nutricional

IBASE – Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas

MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens

MCP – Movimento Camponês Popular

MMC – Movimento de Mulheres Camponesas

MPA – Movimento dos Pequenos Agricultores

MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra


PESACRE - Grupo de Pesquisa e Extensão em Sistemas Agroflorestais do Acre

Rede de Mulheres Negras pela Segurança Alimentar e Nutricional

REDE ECOVIDA DE AGROECOLOGIA

SASOP – Serviço de Assessoria às Organizações Populares Rurais

UNICAFES - União Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária

VIA CAMPESINA

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Plenária Municipal de Economia Solidária acontece em Irati

FMESI (Fórum Municipal de Economia Solidária de Irati), a REDP (Rede de Educação Popular do Paraná) e a prefeitura municipal por meio da Secretaria de Industria e Comercio, realizam plenária municipal para discutir os rumos da Economia Solidária para Irati.


Nesta última quinta-feira dia 26 de setembro de 2013, nas dependências da sede da Associação dos Servidores Públicos de Irati, aconteceu a 1ª Plenária Municipal de ECOSOL de Irati.  O objetivo do evento está sendo construir o PLAMESOL (Plano Municipal de ECOSOL de Irati).

Estiveram presentes os grupos integrantes do FMESI. Dos EES (empreendimentos econômicos solidários): Padaria Comunitária "Trabalho e Vida" do bairro Pedreira; Grupo Mulheres Guerreiras; AMASEG (Associação de Mulheres Artesãs do Sabão de Engenheiro Gutierrez; Terceira Idade; Grupo de Mulheres UTOPIA; e Clube de Mães Vila Nova. Das entidades: IEEP (Instituto Equipe de Educadores Populares); Associação CORAJEM; e IFPR (Instituto Federal do Paraná. Além dos integrantes do FMESI, estiveram presentes os secretários das secretarias municipais de: Finanças (representando o prefeito); da saúde; de cultura; de Industria e Comercio; da agricultura e representantes das secretarias do bem estar social e da educação. Também compareceram representantes de projetos do Governo Federal na pessoa da Sra. Taís Regina Denhuke do Projeto Economia Solidária e Feminista da SENAES (Secretaria Nacional de ECOSOL) do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) e na pessoa da Sra. Marici Mazepa da RECID (Rede de Educação Cidadã) da SNDH (Secretaria Nacional dos Direitos Humanos). Também compareceram à tarde o prefeito municipal Odilon R. Burgath e o secretário do planejamento Valdecir Aksenen.

Na programação, pela manhã, o representante da Cáritas Brasileira Regional do Paraná e do FPES, Amauri Antonio Mossmann, palestrou sobre a história e características da economia solidária. “A economia solitária surge como um resgate histórico dos trabalhadores contra a exploração do trabalho humano e alternativa ao mundo capitalista”, afirmou. Mossmann reiterou também as ações necessárias para o crescimento da economia solidária em Irati, destacando a importância das feiras para exposição e comercialização dos produtos, além da necessidade de formação de educadores.
O professor da UNICENTRO, Cesar Renato da Costa, conversou com os participantes acerca das políticas públicas, frisando a importância da organização dos envolvidos no setor. “As políticas públicas são as formas de encaminhar a sociedade através do povo. Efetivamente o Estado só se preocupará conosco se estivermos representados, ninguém irá agir por nós se nós não agirmos juntos”, observou o palestrante. A tarde foi divido a plenária em 4 grupos de: Formação; Financiamento; Marco Legal e Produção, Comercialização e Consumo, que levantaram propostas para serem colocadas no Plano municipal. No final da tarde foi acolhido os novos integrantes do FMESI, ficando assim representados as secretarias municipais presentes e os empreendimentos da Associação Iratiense de Artesãos e da ANAPCI (Associação do Núcleo de Apoio ao Portador de Câncer de Irati).

PLAMESOL
O PLAMESOL – Plano Municipal de Economia Solidária é um documento bem elaborado com várias especificações que contemplará todas as demandas da ECOSOL para o município. Estarão nele diretrizes, objetivos, ações, atividades, metas e responsáveis pela execução. Como não há muitos planos modelos elaborados no Brasil, será um desafio construí-lo. Infelizmente, não é costume dos trabalhadores/as planejarem, tendo em vista que no trabalho assalariado, os contratados quando admitidos na empresa e já lhes são destinados a função, meta, horário, etc. Tendo isto, o PLAMESOL é um processo pioneiro no município, pois não há muitos fóruns, leis e conselhos de ECOSOL no estado do Paraná.

Para a constituição do Plano de Irati, foram levantadas e discutidas várias propostas, entre elas a de criar o CMESI - Conselho Municipal de ECOSOL de Irati, o DMES - Departamento Municipal de ECOSOL, criar o Centro Público para a comercialização, implantar um banco comunitário, entre outras. Agora com as propostas apontadas, o FMESI irá continuar a se reunir para aprofundar e encaminhar a aprovação e aplicação do PLAMESOL.

A nível nacional também está iniciando junto ao Conselho Nacional de ECOSOL a construção e implantação de um Plano Nacional de Economia Solidária. A partir de outubro deste ano até abril de 2014 acontecerão as conferencias municipais e regionais e de maio a agosto as estaduais. Isto para recolher propostas para a construção do plano nacional que acontecerá na III CNES - Conferência Nacional de ECOSOL em novembro de 2014.    

REDP
A REDP está completando 10 anos de ações de desenvolvimento local e neste ano vem realizando vários seminários municipais com o tema: Políticas Públicas em Rede, Integração Campo e Cidade para o Desenvolvimento Local. Em alguns municípios já estão sendo definidos os temas, pois antes de acontecer os seminários, são proporcionados espaços de reuniões de investigação para definir qual a prioridade a ser debatida e encaminhada como tema nos seminários. Neste sentido, estão acontecendo nos municípios articulações, reuniões e seminários com os temas de: juventude; Economia Solidária; Agroecologia; Artesanatos; Faxinalenses; Gênero; Plantas Medicinais; entre outros. 

A meta da REDP até 2015 é realizar 10 seminários na região, organizar 10 Redes Municipais e realizar 01 seminário estadual para apresentar uma síntese de todos os seminários municipais e assim promover o debate de construção de novas ações de políticas públicas de desenvolvimento local sustentável no Paraná. Fazem parte da REDP hoje representantes de movimentos sociais, governos, entidades, empreendimentos solidários, entre outros, dos municípios de: Irati, Guarapuava, Ponta Grossa, Curitiba, Mandirituba, Piraquara, Inácio Martins, Fernandes Pinheiro, Pitanga, Prudentópolis, Braganey e Mallet.

FMESI
No caso do município de Irati a ECOSOL (Economia Solidária), vem acontecendo desde 2003 em ações de organização de grupos, feiras, formação, etc. por meio da a Associação CORAJEM (Comissão Organizadora da Adolescência e Juventude Ecumênica Missionária), pioneira nesta ação, pela REDP (Rede de Educação Polar do Paraná) e mais recentemente com o FMESI (Fórum Municipal de ECOSOL de Irati). Aliás, Irati é um dos poucos municípios paranaenses que possuem um Fórum Municipal de Economia Solidária. O FMESI foi criado no município de Irati em junho de 2012 e é um espaço permanente de representação, articulação, discussão, proposição, formação, troca de saberes e fomento ao apoio para o desenvolvimento da Economia Solidária no município. Congrega empreendimentos solidários, entidades de assessoria e fomento; e gestores públicos, que atuam em consonância com os princípios e objetivos do FBES (Fórum Brasileiro de Economia Solidária).